Puxada pelo churrasco e chimarrão, gastronomia do Rio Grande do Sul tem toque de distinção no Brasil
Estado também se notabiliza pelos doces produzidos com influência de diversas culturas
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Churrasco, chimarrão, cuca alemã, sagu, arroz carreteiro e ambrosia. Elencar esses ícones gastronômicos é como fazer um passeio pela tradição culinária do Rio Grande do Sul. Em todos os cantos do estado, os sabores contam histórias e aproximam culturas que imigraram e fizeram morada nos pampas. É a diversidade brasileira, africana e europeia que faz a riqueza do paladar.
Até mesmo um turista desavisado sabe que dois dos principais pilares gastronômicos são o churrasco e o chimarrão. As origens do primeiro são disputadas, mas a consolidação se deu na região do pampa, com a carne de gado sendo assada em espetos sobre fogo aberto. Já o chimarrão tem raízes no uso da erva-mate pelos povos indígenas, tendo se convertido em um símbolo associado ao povo gaúcho.
Ainda no campo dos pratos salgados está o arroz carreteiro. Com origem que remonta ao Século XIX, era uma refeição prática que os carreteiros encontraram para as longas viagens por terra, misturando apenas a charque, o arroz e temperos.
Se a conversa vai para os doces, a tradição é vasta. Da Serra Gaúcha nasceu o sagu, feita geralmente com bolinhas de fécula de mandioca cozidas e vinho tinto. A sobremesa caiu no gosto popular e é presença certa em praticamente todos os restaurantes. Outra iguaria gaúcha que faz bastante sucesso é a famosa cuca, que é um bolo de tabuleiro com uma massa mais próxima do pão.
Desbravar o Rio Grande dos sabores é uma oportunidade única de experiência cultural para os visitantes. Aliada à reconhecida gastronomia, a hospitalidade dos gaúchos serve como um convite para a história e as origens dos pratos. Alimentos que cabem em todos os bolsos e que podem ser facilmente encontrados e inseridos na programação pelas terras gaúchas.